O aumento das temperaturas e fatores biológicos típicos do verão tornam as abelhas mais ativas e defensivas nesta época do ano. O assunto foi o destaque do programa Espaço Plural desta sexta-feira (30/01), com a participação de Jackson Borille, instrutor do Departamento de Ensino e Instruções do Corpo de Bombeiros Voluntários de Marau. Segundo dados da corporação, a demanda cresce significativamente na entrada da estação, com uma média de dez a doze chamados mensais para a verificação de enxames e colmeias, especialmente de vespas.
De acordo com o instrutor, o maior trânsito de abelhas é normal neste período, pois os insetos têm hábitos diurnos voltados à polinização e ao deslocamento de colônias. Na maioria das vezes, ao ser avistada, a abelha não apresenta agressividade, estando apenas em busca de alimento ou de um novo local para reprodução. O risco de ataque ocorre quando o inseto sofre estímulos externos, como ruídos fortes, cores vibrantes ou tentativas de remoção forçada.
Um dos erros mais comuns da população é tentar afastar o enxame utilizando água ou outros produtos. Jackson Borille alerta que, ao reagir a uma ameaça, a abelha libera um feromônio que sinaliza para o restante do grupo o início de um ataque defensivo. Por isso, a recomendação técnica é manter uma distância segura de 20 a 30 metros e isolar o local até a chegada de profissionais.
Em caso de incidentes, a orientação é procurar atendimento médico imediato para avaliar possíveis reações alérgicas, evitando sempre o uso de medidas caseiras. Para o manejo correto, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Marau deve ser acionado pelo telefone de emergência 193, ou pelos números 3342-5032 e 3342-0833. Ao realizar a chamada, o cidadão deve se identificar, passar o local exato do fato e relatar as circunstâncias para que a equipe possa realizar o procedimento adequado.