Entrou em vigor na última semana a nova fase do Mecanismo Especial de Devolução do Pix, conhecido como MED 2.0. A atualização representa um avanço importante no combate às fraudes financeiras e amplia as chances de recuperação de valores desviados em golpes.
Com as novas regras, o sistema de devolução do Pix passa a rastrear com maior precisão o caminho do dinheiro, permitindo a recuperação dos valores mesmo após eles terem sido transferidos para outras contas. Antes, a devolução só era possível se o valor ainda estivesse disponível na conta que recebeu o Pix de forma indevida.
De acordo com o Banco Central, a expectativa é que o MED 2.0 aumente significativamente a identificação de contas utilizadas em fraudes, além de melhorar o índice de devolução dos recursos às vítimas, contribuindo para desestimular esse tipo de crime.
Outro avanço destacado é o compartilhamento de informações entre as instituições financeiras, o que deve dificultar a reutilização de contas envolvidas em golpes, especialmente as chamadas “contas de laranja”, usadas para pulverizar rapidamente o dinheiro.
Para explicar o funcionamento do novo mecanismo, Luana Mahl, da área de Riscos e Controles do Sicoob Creditaipu, detalha as mudanças e os impactos para os usuários do Pix.
A especialista ressalta que a vítima tem até 80 dias para registrar a contestação. Desde outubro de 2025, o pedido também pode ser feito diretamente pelo aplicativo do banco, o que facilitou o acesso ao serviço. Ainda assim, a orientação é agir o mais rápido possível, assim que o golpe for identificado.
Por fim, Luana alerta que o MED deve ser utilizado exclusivamente em casos de fraude, como golpes e crimes financeiros, não se aplicando a situações de erro de digitação ou envio equivocado de valores.
Imagem: Reprodução