A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26/02), uma nova etapa da Operação Lamaçal, que resultou na prisão temporária de Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado e ex-secretário estadual de Desenvolvimento Urbano. A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos federais que haviam sido destinados ao Rio Grande do Sul após as enchentes.
Caumo, que governou Lajeado entre 2017 e 2024, cumprirá inicialmente cinco dias de prisão, prazo que pode ser estendido pela Justiça. O inquérito foca em atos ocorridos no período em que o político estava no cargo, não possuindo vínculo com a administração municipal atual.
Além do ex-prefeito, as autoridades prenderam uma empresária suspeita de integrar o grupo beneficiado pelas irregularidades. Uma vereadora também foi alvo de medida cautelar, sendo afastada de suas funções legislativas.
Ao todo, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) autorizou:
- 20 mandados de busca e apreensão em cidades como Porto Alegre, Novo Hamburgo, Lajeado, Muçum e Encantado;
- Bloqueio de contas bancárias e sequestro de veículos dos envolvidos.
O esquema investigado
O foco da PF está em licitações da Prefeitura de Lajeado que teriam sido fraudadas. Sob a justificativa da calamidade pública de 2024, o município realizou contratações diretas, com dispensa de licitação, para serviços de assistência social, psicologia e transporte.
Os investigadores apontam que dois contratos firmados nesse período somam cerca de R$ 120 milhões. Entre os crimes apurados estão fraude em licitação e contratação ilegal; corrupção ativa e passiva; e lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Com informações, Grupo Planalto de Comunicação / Foto: Reprodução/Redes sociais.
Autor: Departamento de Jornalismo/Vang FM