O Centro Oncológico Infantojuvenil do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) completa uma década de funcionamento nesta segunda-feira (15). Fundado em 2014, o espaço consolidou-se como a principal referência no tratamento do câncer pediátrico para 226 municípios das regiões Norte e Missioneira do Rio Grande do Sul, cobrindo uma população estimada em mais de 2 milhões de habitantes.
Atualmente, o ambulatório da unidade recebe cerca de 100 pacientes por semana para consultas, sessões de quimioterapia, exames e acompanhamento com equipe multiprofissional. Para os casos que exigem internação, o hospital dispõe de uma ala exclusiva com 18 leitos de oncologia pediátrica.
O Impacto do diagnóstico
Segundo o médico oncologista e coordenador da unidade, Pablo Santiago, a descoberta da doença altera drasticamente a estrutura familiar.
"Sonhos são interrompidos, a rotina muda completamente e o medo passa a fazer parte dos dias. É nesse cenário que o Centro precisa atuar como um porto seguro, oferecendo cuidado integral para o paciente e para a família", explica o especialista.
Para amenizar o impacto do tratamento de alta complexidade, o hospital aposta em ambientação temática e projetos de humanização. O espaço físico foi projetado com motivos espaciais e conta com mascotes para interagir com as crianças.
Entre as iniciativas de apoio estão:
Alerta para o diagnóstico precoce
Além do atendimento ambulatorial e hospitalar, a instituição atua na formação de profissionais da saúde no interior do estado para identificar os primeiros sinais do câncer infantojuvenil. O diagnóstico rápido é apontado por especialistas como o fator determinante para o aumento das chances de cura.
Médicos alertam que pais e responsáveis devem ficar atentos a sintomas persistentes, tais como:
Símbolos de recomeço
O encerramento das etapas mais duras do tratamento é marcado no hospital pelo toque do "Sino da Vida", ritual que simboliza a alta médica dos pacientes e o início da fase de monitoramento.
A cada dois anos, o hospital também promove o "Encontro de Celebração da Vida", que reúne ex-pacientes, familiares e a equipe médica para monitorar o pós-tratamento e reforçar a rede de apoio a quem ainda está enfrentando a doença.
Foto - Ana Paula Koenemann- Comunicação HSVP