Os Estados Unidos realizam nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato (midterms). O pleito vai renovar todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 das 100 vagas no Senado, além de definir governadores e cargos locais.
A disputa ocorre em um momento de inflação em alta, desgaste com o custo de vida e descontentamento com a guerra promovida pelo país contra o Irã. Atualmente, os republicanos mantêm a maioria na Câmara (218 a 214) e no Senado (53 a 47). Para assumir o controle de qualquer uma das Casas, os democratas precisam de um ganho líquido de quatro assentos.
Caso conquistem a maioria em ao menos uma das Casas, os democratas poderão ampliar a fiscalização sobre as decisões do Poder Executivo, incluindo a política externa.
Entre os temas acompanhados de perto por diplomatas brasileiros estão as tarifas comerciais adotadas pelos EUA desde 2025 e a recente concessão de vistos para a entrada da família do senador Flávio Bolsonaro no país. Na última semana, um grupo de 25 parlamentares democratas enviou uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, cobrando esclarecimentos sobre a viagem do senador brasileiro após a apuração das eleições presidenciais no Brasil.
Especialistas e analistas ponderam que uma eventual vitória da oposição não garante a reversão automática das medidas adotadas pela Casa Branca. Donald Trump mantém o direito de veto sobre leis aprovadas no Congresso; barreira que exige uma maioria de dois terços em ambas as Casas para ser derrubada.
Com a economia doméstica e os conflitos internacionais no centro das atenções dos eleitores, as urnas deste dia 3 definirão o nível de margem de manobra do governo estadunidense até o final do seu mandato.
Foto: 29.mai.26/@flaviobolsonaro no Instagram