O aumento de casos confirmados de cinomose em cães tem chamado a atenção de protetores e tutores de animais em Marau. O Grupo Patas Protetoras vem divulgando alertas nas redes sociais diante da identificação de animais positivados em diferentes pontos do município.
Segundo informações do Grupo, até o momento, há registros confirmados no bairro Santa Lúcia, bairro Santa Helena e na comunidade do Taquari, entre outras localidades. A ocorrência em diferentes regiões evidencia a necessidade de atenção dos tutores, especialmente em relação à vacinação e ao contato dos animais com cães que possam estar infectados.
A cinomose canina é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente cães e pode comprometer os sistemas respiratório, gastrointestinal e nervoso. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com secreções de animais infectados, como saliva, secreções nasais e oculares, além de gotículas eliminadas durante tosse e espirros.
Entre os sinais que podem indicar a doença estão febre, secreção nos olhos e no nariz, tosse, falta de apetite, vômitos, diarreia, fraqueza e perda de peso. Em casos mais avançados, podem surgir alterações neurológicas, como tremores, falta de coordenação, convulsões e movimentos involuntários.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A vacinação é considerada a principal medida para reduzir o risco de infecção. Filhotes devem seguir o protocolo vacinal recomendado pelo médico-veterinário, enquanto cães adultos precisam manter as doses de reforço em dia.
Também é importante evitar que animais não vacinados tenham contato com cães desconhecidos ou que apresentem sinais de doença. Em locais onde há registros da infecção, os cuidados devem ser redobrados.
O que fazer diante de suspeita
Não existe um medicamento específico capaz de eliminar diretamente o vírus da cinomose. O tratamento é definido pelo médico-veterinário e, geralmente, envolve medidas de suporte para controlar os sintomas, manter o animal hidratado e tratar infecções secundárias ou outras complicações.
Por isso, diante de sinais suspeitos, o tutor deve procurar atendimento veterinário o quanto antes. O animal também deve ser mantido afastado de outros cães para reduzir o risco de transmissão.
A cinomose não deve ser tratada por conta própria. O diagnóstico precisa ser realizado por um profissional, que poderá indicar exames e definir o tratamento conforme o quadro clínico de cada animal.
Com o aumento dos casos registrados em diferentes pontos de Marau, o alerta dos protetores reitera a importância de verificar a situação vacinal dos cães e buscar orientação veterinária diante de qualquer alteração de saúde.
Imagem: Meramente ilustrativa- Magnific