O Hospital Cristo Redentor de Marau tornou públicos os dados de seu Relatório de Transparência e Igualdade Salarial referente ao 2º semestre de 2025. Os números, extraídos de bases oficiais como o eSocial, revelam que, embora as mulheres sejam a maioria da força de trabalho da instituição, elas ainda enfrentam disparidades na remuneração final em comparação aos colegas homens.
Com um corpo docente de 279 trabalhadores ativos, o HCR apresenta um perfil majoritariamente feminino: 87% do total de empregados são mulheres. No entanto, a presença massiva não se traduz em paridade financeira.
De acordo com o levantamento, o salário contratual mediano das mulheres equivale a 85,9% do valor pago aos homens. A distância aumenta na remuneração média mensal (que inclui horas extras e bonificações), onde as mulheres recebem 74,1% do montante percebido pelos homens.
Recorte por raça e cor
O relatório também traz um detalhamento sobre a composição étnica da unidade em Marau:
Onde a diferença é mais acentuada?
A análise por grupos ocupacionais mostra variações. No setor de Técnicos de Nível Médio, a equidade está mais próxima, com as mulheres recebendo 92,1% da remuneração média dos homens.
O cenário muda em outras áreas:
Critérios e próximos passos
O hospital utiliza critérios como tempo de experiência, capacidade de trabalho em equipe e proatividade para definir vencimentos. Para tentar reduzir as lacunas apresentadas, a instituição afirma manter políticas de promoção de mulheres para cargos de gerência e ações de apoio ao compartilhamento de obrigações familiares.
O documento completo é uma exigência legal que visa dar visibilidade às diferenças de gênero no mercado de trabalho brasileiro, permitindo que a sociedade e os órgãos reguladores acompanhem a evolução da equidade nas empresas.
Foto: C.a Filmes