O município de Marau acompanha uma tendência nacional revelada pelo IBGE: o aumento de pessoas que vivem sozinhas. Dados do Censo Demográfico 2022 mostram que esse tipo de arranjo domiciliar já representa uma parcela expressiva da população local.
Com 45.124 habitantes, Marau tem 3.346 pessoas morando sozinhas, o que corresponde a 7,41% da população. Do total, 45,45% são homens (1.521) e 54,55% são mulheres (1.825), indicando uma leve predominância feminina entre os moradores unipessoais.
Perfil por idade
Os dados também revelam diferenças importantes por faixa etária. A maior concentração de pessoas que vivem sozinhas está entre adultos e idosos:
O destaque fica para a população com 60 anos ou mais, que representa o maior grupo entre os que vivem sozinhos em Marau. Nessa faixa, a presença feminina é superior, o que pode estar relacionado à maior expectativa de vida das mulheres.
O programa Espaço Plural da Vang ouviu, na manhã desta terça-feira (28/04), o Coordenador Regional do IBGE de Passo Fundo, Jorge Benhur Bilhar. Ele explicou detalhes sobre os dados e destacou que o crescimento de moradores sozinhos está ligado principalmente ao envelhecimento da população e às mudanças nos arranjos familiares.
Segundo Bilhar, o fenômeno exige atenção de políticas públicas, especialmente em áreas como saúde, assistência social e habitação, já que uma parcela significativa dessas pessoas pode estar em situação de maior vulnerabilidade.
Você pode conferir a entrevista completa em vídeo aqui (link).
Tendência acompanha cenário nacional
O crescimento de pessoas vivendo sozinhas não é exclusivo de Marau. Em todo o Brasil, esse tipo de domicílio já representa uma fatia significativa dos lares, impulsionado por fatores como o envelhecimento da população, mudanças nos padrões familiares e maior independência individual.
No Rio Grande do Sul, essa tendência é ainda mais acentuada, refletindo o perfil demográfico mais envelhecido do estado.
Impactos locais
Em Marau, o avanço dos domicílios unipessoais traz efeitos diretos para o planejamento urbano e social. Entre eles:
Novas formas de viver
Os dados do Censo 2022 mostram uma mudança estrutural nos arranjos familiares. Em cidades de porte médio como Marau, viver sozinho deixa de ser exceção e passa a integrar o cotidiano de milhares de moradores; seja por escolha, seja por circunstâncias da vida.
A tendência, segundo especialistas, é de continuidade desse crescimento nos próximos anos.
Dados: Censo IBGE 2022 - Divulgado em Abril de 2026