Uma das doenças mais ativas na comunidade brasileira e causa de hospitalizações por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o quadro de asma atinge cerca de 20 milhões de pessoas no Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Nesta terça-feira (5), Dia Mundial da Asma, uma pesquisa clínica testa um medicamento inédito para casos de asma grave no norte gaúcho. Em Passo Fundo, um estudo gratuito à comunidade avalia a eficácia de uma nova molécula na redução das crises de asma em pacientes que não apresentam respostas adequadas às terapias convencionais.
O estudo clínico está aberto para a comunidade participar até maio de 2027 e seu período de acompanhamento é de até um ano. Podem participar do estudo pessoas que já utilizam medicamentos de manutenção, como corticoides inalatórios (bombinhas) em doses moderadas ou altas, mas que ainda enfrentam crises de asma frequentes.
De acordo com o médico pneumologista do Instituto Méderi, Dr. Tiago Simon, essa parcela de pacientes possui maior risco de complicações e hospitalizações. Por isso, o estudo contribui para o tratamento e acompanhamento de casos moderados a graves e que não encontram um controle com tratamentos habituais. O estudo também analisa possíveis impactos cardiovasculares e metabólicos do medicamento.
“Esse estudo avalia o efeito dessa medicação, visando a redução de exacerbações de crise de asma e contribuindo com os pacientes que possuem quadro de asma recente e que não conseguem um controle adequado com os tratamentos habituais”, pontua.
Sintomas exigem atenção
Caracterizada como uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, a asma provoca sintomas como tosse seca recorrente, chiado no peito, sensação de aperto e falta de ar. As crises podem ser desencadeadas por fatores como poeira, mofo, fumaça, mudanças de temperatura e odores fortes. Sinais como aumento da tosse, cansaço acima do habitual, chiado e limitação para atividades rotineiras indicam piora do quadro e exigem avaliação médica imediata.
“Os pacientes asmáticos sempre devem atentar para os sinais de piora. É sempre importante manter o tratamento em dia, fazer o uso regular de medicações prescritas e o acompanhamento médico regular. Quando acontecer de começar a piorar o padrão respiratório, com cansaço maior que o habitual ou aumento da tosse, é necessário o acompanhamento médico, porque pode ser sinal da exacerbação de asma”, alerta Dr. Simon.
Como participar da pesquisa
Os pacientes com asma que buscam uma alternativa para solucionar as crises de asma podem entrar em contato com o Instituto Méderi, por meio do telefone (54) 3581.1831 ou do WhatsApp (54) 98432.7885. Os interessados em participar do estudo também podem realizar inscrição presencial, Avenida Sete de Setembro, 55, Sala 7, no Centro de Passo Fundo.
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