A investigação sobre a morte do músico, professor e instrumentista Itamar Domingos Rosseto Begnini, conhecido como Tito Begnini, teve novos desdobramentos. Em entrevista, o delegado responsável pelo caso, Tiago Lopes de Albuquerque, informou que a linha de investigação de homicídio foi enfraquecida após os primeiros resultados da necropsia.
Tito Begnini, integrante do consagrado Grupo Passiones, morreu na quinta-feira, (6/08), aos 56 anos. O caso gerou grande comoção em Casca e em toda a região, onde o músico era reconhecido pela trajetória artística e pelo trabalho na formação de novos talentos.
De acordo com o delegado, a vítima foi encontrada com ferimento cortante na região frontal da cabeça, com sangue ao redor do corpo. A perícia esteve no local e realizou os levantamentos técnicos necessários para a investigação. Na sequência da apuração, a necropsia foi realizada na vítima e embora o laudo oficial ainda não tenha sido concluído, o delegado informou que recebeu, de maneira informal, as informações preliminares, que apontam, de forma extraoficial, que a causa da morte não teria relação com as lesões observadas no corpo. Conforme relatado pelo delegado, o apontamento preliminar indica que Tito Begnini morreu em decorrência de um tromboembolismo pulmonar, associado a um problema no coração.
"A prova técnica é determinante. Quando a perícia detecta que a causa da morte foi outra, que não decorrente das lesões, por hora essa linha de homicídio fica enfraquecida, pois foi apontada uma outra causa da morte", afirmou o delegado.
Ainda conforme a investigação, ficou constatado que a vítima sofreu uma agressão que provocou lesão na região da cabeça, porém, de acordo com os primeiros apontamentos da necropsia, esse ferimento não foi o responsável pelo óbito. A suspeita da Polícia Civil é de que a morte tenha ocorrido durante a madrugada de quinta-feira.
Apesar do enfraquecimento da hipótese de homicídio, a investigação prossegue para esclarecer como ocorreu a agressão e as demais circunstâncias.
Durante as diligências, a Polícia Civil já ouviu o filho da vítima, que estava no local dos fatos, além de colher informações informais com outras pessoas. O delegado informou que diversas diligências foram realizadas, mas destacou que ainda será necessário ouvir outras testemunhas, aguardar a conclusão dos laudos periciais e reunir novos elementos antes da conclusão do inquérito policial.
"É uma morte que choca e, com certeza, a Polícia Civil dá total atenção e prioridade nessas situações. Ainda precisamos ouvir diversas pessoas, aguardar laudos periciais que irão instruir o inquérito e reunir todas as informações possíveis", declarou.
Acesse a entrevista completa neste link.
Autor: Departamento de Jornalismo/Vang FM