Subiu para 30 o número de mulheres que registraram ocorrência contra o cardiologista Daniel Pereira Kollet, de 55 anos. O médico foi preso na última segunda-feira em Taquara, no Vale do Paranhana.
As acusações
De acordo com a Polícia Civil, as vítimas relatam que o médico aproveitava o momento dos exames para abraçar, acariciar e beijar as pacientes sem consentimento.
O delegado responsável, Valeriano Garcia Neto, destaca um detalhe que chamou a atenção: ao final das consultas, o médico pedia sigilo às mulheres, usando a expressão: "Isso é segredinho nosso".
O que diz a defesa
Em depoimento, o médico negou todas as acusações. Ele alegou à polícia que os gestos eram "demonstrações de carinho e orientação espiritual", afirmando inclusive ser médium.
Em nota, a defesa do cardiologista reforça que ele nega o crime e que sua conduta profissional sempre foi pautada pela ética em quase 30 anos de carreira. O Cremers também informou que já abriu uma investigação administrativa para apurar o caso com rigor.
Mais vítimas podem aparecer
A polícia acredita que o número de casos seja ainda maior. Além das 30 que registraram queixa, outras 20 mulheres já procuraram a delegacia, mas ainda não oficializaram a denúncia.
A investigação identificou abusos que teriam ocorrido há mais de 11 anos. Entre as vítimas estão desde jovens de 20 anos até colegas de profissão do médico.
Foto: Polícia Civil / Divulgação