Principal 15/10/2026

Supermercados gaúchos apontam impacto nos preços e desafios operacionais com fim da escala 6x1

AGAS se manifestou em nota oficial nesta quinta-feira


A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada máxima semanal para 40 horas tem gerado debates sobre os reflexos na economia e no comércio. No Rio Grande do Sul, a Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) manifestou preocupação com as novas regras, apontando possíveis pressões inflacionárias, dificuldades operacionais e alterações no funcionamento do setor.

Conforme a nota oficial da AGAS, o setor supermercadista — presente em todos os municípios gaúchos e responsável por 182 mil empregos diretos no Estado — avalia que a medida trará reflexos imediatos nos custos operacionais e nos preços praticados ao consumidor.

Impacto nos custos e reflexo nos preços

Conforme a nota oficial da AGAS, o cálculo da entidade aponta para um aumento direto de 17% a 20% nos custos das empresas com a folha de pagamento, com variações conforme o porte e o modelo de operação de cada estabelecimento.

A entidade afirma que nenhuma empresa conseguiria absorver integralmente esse acréscimo, tornando inevitável um reajuste imediato nos preços médios dos produtos nas gôndolas. Além disso, a associação sustenta que a mudança na dinâmica de tempo livre e a alta nos preços poderão estimular a busca por fontes alternativas de renda, elevando os riscos de informalidade no mercado de trabalho.

Desafios operacionais no final do ano

Outro ponto destacado pela entidade diz respeito ao cronograma de implementação da medida. Conforme a nota oficial da AGAS, caso a promulgação ocorra nos próximos dias e a vigência comece ainda em dezembro, o setor enfrentará dificuldades operacionais expressivas justamente no período de Natal e Ano-Novo.

A associação argumenta que o final de ano é marcado por um fluxo intenso de clientes e demanda a ampliação das equipes, cenário que já é desafiado pela escassez de mão de obra no mercado. Por essa razão, a entidade defende a prorrogação do início da vigência da nova escala para o ano de 2027, a fim de evitar transtornos na operação das lojas.

Horários de atendimento e risco de fechamento aos domingos

Diante do novo cenário regulatório, a entidade realizou um levantamento preliminar com seus associados. Conforme a nota oficial da AGAS, uma enquete rápida realizada com supermercadistas apontou que 27% dos associados já cogitam fechar as portas aos domingos após a transição para a escala 5x2.

A associação alerta que a restrição de horários ou o fechamento aos domingos pode prejudicar a rotina de compras dos consumidores e intensificar a concorrência com outros canais de varejo, como farmácias, lojas de conveniência e o comércio eletrônico, reduzindo as vendas do segmento supermercadista em razão da falta de pessoal.

Alternativas e negociações legislativas

Para mitigar os impactos apontados, a AGAS, em articulação com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), pretende atuar em frentes legislativas.

Conforme a nota oficial da AGAS, a entidade buscará o adiamento da vigência da nova jornada para 2027 e apoiará a tramitação da chamada “PEC do Horista”. O objetivo dessa proposta é conceder flexibilidade aos trabalhadores para optar por um regime baseado estritamente em horas trabalhadas, permitindo a formalização de jornadas adicionais conforme a escolha do colaborador. A associação informou que continuará acompanhando os desdobramentos da promulgação e prestando orientações aos empresários do setor.

Link da notícia: https://www.vangfm.com.br/noticia/supermercados-gauchos-apontam-impacto-nos-prea-os-e-desafios-operacionais-com-fim-da-escala-6x1/46297
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